Como construir uma estratégia data driven vencedora

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min
Criado em:
September 1, 2020
Atualizado em:
4/22/2024

A quantidade de dados gerados por empresas e pessoas cresce a cada dia, mas poucas organizações fazem o uso desses ativos de forma eficaz com uma estratégia data driven.

Em um mercado cada vez mais ágil e competitivo, as empresas precisam desenvolver uma cultura data driven para obter sucesso e vantagem analítica.

Mas como começar?

Reunimos 5 dicas sobre como construir uma estratégia data driven vencedora na sua empresa.

E o melhor: essas dicas foram compartilhadas por Ricardo Hoerde, CEO da Diálogo Logística e Hudson Oliveira, head de negócios e performance digital na Essential Nutrition, profissionais que estão vivenciando a Jornada Data Driven na prática.

Vamos às dicas!

Dica 1 - Paciência é a chave do negócio

A imprevisibilidade dos dados é um dos grandes desafios da implementação de uma cultura data driven.

Por isso, ser persistente e ter resiliência para lidar com as inconstâncias do processo é fundamental para uma empresa que deseja seguir no sentido do sucesso.

Mas, apesar das dificuldades, Ricardo Hoerde confirma que todo esse esforço vale muito:

"Leva tempo porque dá erro. Muitas vezes você compara com o teu Excel e não bate. Mas depois que começa a bater, muda a tua vida com as informações rápidas que chegam para ti."

Além disso, o surgimento de novas tecnologias também pode ser um obstáculo. É preciso ter preparo para adaptação constante às novas tecnologias, como ressalta Hudson Oliveira:

"A tecnologia evolui e ela muda o tempo todo. Hoje, você faz uma solução de BI e daqui dois anos ela não serve mais. É igual iPhone... vai mudar constantemente."

Portanto, paciência para se adaptar às novas tendências e tecnologias é fundamental. Uma boa solução para lidar com isso, sem tantos gastos exorbitantes, é investir na implementação de uma abordagem moderna de analytics.

Dica 2 – Pular etapas atrapalha mais do que ajuda

Uma única empresa pode ter estágios diferentes de maturidade analítica.

Por exemplo, uma loja de departamentos pode ter um departamento de marketing avançado, que usa métricas para prever produtos que os consumidores vão gostar, enquanto seu setor financeiro ainda depende de planilhas do Excel para cadastrar e analisar suas informações.

Hudson Oliveira explica que a Essential Nutrition também tem áreas distintas em momentos analíticos diferentes. Mas adverte que "é preciso tomar cuidado ao pular alguma etapa na Jornada Data Driven. Se você pular etapas demais, você perde a capacidade ou possibilidade de capacitar pessoas, organizar processos e estrutura dados de uma maneira melhor."

Além disso, respeitar as etapas da jornada traz resultados, como:

  • facilidade de adaptação da empresa à nova cultura data driven;
  • redução de custos com o fim de gastos desnecessários;
  • consolidação de práticas e hábitos mais analíticos;
  • projetos implantados com muito mais facilidade e agilidade.

Dica 3 - Comprometimento faz toda a diferença

Para transformar dados em um ativo de negócio, é preciso do patrocínio da alta gerência e de líderes comprometidos com o desenvolvimento de uma cultura analítica.

Ricardo Hoerde é um exemplo disso. No entanto, quando ele decidiu iniciar a implementação de um sistema de business intelligence na Diálogo, empresa de logística com 220 funcionários, também encontrou inúmeros desafios:

"Não é um caminho fácil. Tem que ter muita disciplina. É importante que os sócios fundadores queiram. Tem que querer, disseminar e insistir. Tem que ter muita paciência."

Independentemente disso, Ricardo conseguiu criar uma rotina analítica na empresa e, hoje, todas as reuniões e decisões estratégicas da Diálogo são guiadas por dados.

Para melhorar, mais de 95% dos funcionários já usam o seu BI de forma rotineira.

Esse case retrata como uma liderança consciente faz a diferença na transformação digital de uma empresa.

Dica 4 - Cultura organizacional e o mindset analítico caminham juntos

Muitas iniciativas de dados falham. Sabe por quê?

Geralmente, as organizações já possuem uma cultura estabelecida antes do data driven aparecer. Há um modus operandi na tomada de decisão, no fazer processos e em analisar resultados.

Portanto, assim como qualquer mudança, o início da Jornada Data Driven pode causar alguns desconfortos e dificuldades no nível organizacional.

Como Hudson coloca:

"Quando você passa a ter dados te mostrando o caminho ou te mostrando diagnóstico, você tem rupturas a tratar com as pessoas. E aquilo que sempre foi pensado como uma verdade, se revela uma inverdade."

Considerando isso, as pessoas precisam estar dispostas a quebrar paradigmas, modificar seu mindset e a transformar a forma que olham e analisam seus dados.

Mas esse nem sempre é o caso...

No geral, as pessoas já estão acostumadas com processos tradicionais e, por isso, têm certa resistência em modificar sua maneira de pensar e atuar.

Como transformar isso?

Uma cultura data driven de sucesso requer um time engajado. Mas antes de abraçar essa causa, as pessoas precisam entender o seu propósito para, então, participar efetivamente dessa mudança.

Portanto, o primeiro passo é educá-las através de treinamentos e capacitações. Com isso, haverá menos relutância e muito mais aderência ao movimento.

A Diálogo Logística investe na capacitação de seus funcionários para a cultura data driven e já sente os resultados positivos disso, como conta Ricardo Hoerde:

"Quando um time começa a identificar que começa ter menos tempo preparando os dados e mais tempo analisando os dados, mais rápido tomando decisões e, depois que tomou a decisão, já vai vendo os resultados, isso é espetacular!"

Ele também destaca que, embora haja um pouco de resistência, quando as iniciativas de dados começam a trazer resultados, outras áreas de negócio se conscientizam sobre a sua importância.

Ou seja, quando todos os níveis departamentais passam a ter ciência do poder dos dados, a cultura de dados se instaura naturalmente pela organização.

#Dica 5  - O trabalho em equipe é fundamental

Uma empresa não atinge a maturidade analítica sozinha.

O processo de data transformation é repleto de desafios. Por isso, as parcerias e o trabalho em equipe também são fundamentais para o seu sucesso.

A Indicium, por exemplo, tem a função não só de mostrar a melhor prática para se trabalhar com dados, mas também de ajudar uma empresa a enxergar os seus próprios erros.

Segundo Hudson Oliveira:

"A figura de um parceiro, como a Indicium, é superimportante para catequizar, passar conhecimento que catequize e ajude as pessoas a ter disciplina para entender e aprender como trabalhar com os dados, porque não é fácil."

No caso da Diálogo Logística, Ricardo Hoerde afirma que os resultados de sucesso da Jornada Data Driven da empresa não seriam possíveis "se não fosse essa parceria que a gente conseguiu instalar com a Indicium."

Uma parceria assim é realmente crucial no processo de quem está acelerando a sua Jornada Data Driven. E nós sentimos muita satisfação ajudando essas e outras empresas nesse propósito.

Você sente que precisa de uma parceria para também acelerar a jornada da sua empresa? Conte conosco e vamos trabalhar em conjunto para alcançar a maturidade analítica dos seus negócios.

Até mais!

Tags:
data driven

Bianca Santos

Redatora

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